Músico paulistano, nascido em 1983, já tocou com Paula Lima, Banda Moinho, Jair Oliveira, Km7Nove, Ricardo Marques, Zach Ashton, Lan Lan e os Elaines, Paulinho Boca de Cantor (Novos Baianos), Cidade Negra e Samuel Rosa, Rosanah, entre outros. Gravou em CDs de Ricky Vallen, Ricardo Marques, Karma, Shaman, República Djou, Rudilema, Nawaska, Sueli Batista (“Pássaro Passará” com Carlos Navas e Tetê Espíndola), entre outros. Lançou seu primeiro trabalho solo, "Mafagafo Jazz", em 2012. Guga também foi um dos precursores a tocar e difundir o instrumento Hang Drum no Brasil.

Em tempo de vacas magras

13 de março de 2015, por Guga Machado
Essa é a pergunta que tenho visto ser mais frequente entre meus colegas de profissão. O reflexo da economia do nosso país finalmente chega com força no mercado da música e é bem preocupante. 

Há poucos dias eu conversava com uma amiga, vendedora de shows de alguns artistas de grande porte no cenário nacional, e a indagava sobre as perspectivas do mercado para esse ano. A resposta foi decepcionante e me arrependi amargamente de ter perguntado: -"Baixas, muito baixas. O mercado tá muito ruim".

Não descobri ainda prazer maior nessa vida do que fazer música, do que me apresentar, mostrar meu som e ganhar um dinheirinho. Por esse motivo, ando bem pensativo em relação à profissão. O que fazer se o mercado está ruim para todo mundo? O que posso fazer para melhorar essa situação, pelo menos para mim?

Este texto é praticamente um desabafo e um pequeno modo que vi de ajudar alguém que esteja na mesma situação que eu, e acredito que sejam vários de vocês, leitores...

Primeira coisa: fazer o seu! Independente do mercado, de gravadoras, produtoras, artistas... Faça o seu! Nada me dá mais prazer do que criar, gravar, compor. É o alimento do artista! Estou gravando meu disco novo, dessa vez com um parceiro e os melhores momentos que tenho tido são dentro do estúdio. Cada música nova criada, cada groove, cada levada acertada com destreza me dá um prazer 'necessário' que me faz ter vontade e força para seguir em frente.

Segundo lugar: tenho tido tempo de cuidar da saúde, coisa que no meio de turnês longas e viagens cansativas não consigo fazer. Vou à academia praticamente todos os dias. Além de musculação, procuro fazer um exercício aeróbico diariamente, seja nadar, correr ou até um 'futebolzinho'. Seguramente o esporte ajuda na resistência do baterista ou percussionista na hora do play.

Terceiro lugar: estudar e pesquisar. Com esse 'tempo de sobra', tenho estudado mais do que costumava em outras épocas. É impressionante a diferença que esse estudo diário faz na hora do show. Não digo um estudo bitolado, baseado em partituras e regrado com tantas horas ou algo assim. A simples prática e contato com o instrumento trazem uma facilidade notável que acaba sendo bem natural.
 
A pesquisa também é fundamental, principalmente para as inspirações na horar de criar, de compor, ou até de gravar. Fico horas no Youtube procurando novos sons, novos grooves, novas levadas para tentar aplicar nos meus trabalhos.

A última boa é ter fé e continuar fazendo o melhor para as portas irem sempre se abrindo e as oportunidades aparecendo.

Valeu! Boa sorte pra todo mundo e até a próxima!

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