Neil Peart

12 de setembro de 2015, por Editorial

Neil Peart nasceu em 12 de setembro de 1952, em Hamilton, Ontário, no Canadá, e viveu seus primeiros anos na fazenda leiteria da família, perto de Hagersville. Depois que a família mudou-se para perto de St. Catharines, Neil iniciou as aulas de bateria aos treze anos, estudando com o professor local Don George, em seguida, tocou em várias pequenas bandas de rock.

Na bateria, segundo a própria biografia do músico, suas primeiras influências foram dos mestres Gene Krupa, Keith Moon, Mitch Mitchell, Ginger Baker, Michael Giles, John Bonham, e Michael Shrieve. 

Quando tinha 18 anos de idade, ele viajou para a Inglaterra com música em mente. Estando lá, ele foi obrigado a vender quinquilharias para os turistas para poder sobreviver. Entretanto, ele descobriu o livro chamado 'The Fountainhead' (O Manancial), escrito por Ayn Rand. O estilo de Rand influenciou o que Neil escreveu ao longo de sua carreira, com 5 livros lançados e principal letrista de sua banda, o Rush. A influência mais óbvia pode ser ouvida nas letras do álbum 2112.

"Eu fui para a Inglaterra com objetivos musicais. Mas quando você sai pelo mundo a fora, como todo adulto sabe, você está aberto a muita desilusão. Por isso, enquanto eu estive lá, tive que fazer um monte de coisas que garantissem o meu sustento. Quando eu voltei de lá, estava desiludido basicamente com a música como profissão em si. Eu decidi que seria um músico semi-profissional somente para o meu entretenimento, tocaria músicas que eu gostava de escutar e não contaria com isso como um meio de sobrevivência. Eu trabalhei em outros empregos e com outros tipos de atividades, assim eu não teria um compromisso em ser um baterista", diz Neil Peart.

 

Voltando para o Canadá em 1972, Neil começou a trabalhar na agricultura com seu pai, até que em julho de 1974ele fez um teste para uma banda de Toronto, ironicamente chamada "Hush", antes de se juntar ao Rush. Neil encarou uma audição, a qual ele mesmo achou que foi horrível - nem o baixista Alex estava certo ainda, mas Geddy pode convencê-lo a deixar Neil entrar para a banda. Ele então apareceu no segundo álbum do Rush, Fly By Night, em 1975.

"Foi engraçado porque Geddy e eu tocamos como se estivéssemos entrosados a muito tempo. Conversando, descobrimos que tínhamos muito em comum em termos de música e gostos pela literatura. Alex, por alguma razão, não estava num ótimo dia, então não tivemos muito o falar um para o outro. Tocando juntos, nós fizemos o que seria, mais tarde, o álbum Athem", conta Neil.

A partir desse dia Neil passou a fazer parte do Rush. Juntos, eles produziram 20 discos. Depois da turnê do Counterparts, Neil procurou um professor de bateria chamado Freddie Grubber com quem fez vários estudos. A técnica mais acentuada que Neil aprendeu com Grubber, foi sobre a pegada (grip). Agora, pelo menos nas músicas do álbum Test for Echo, ele usa o "tradicional grip".

Neil está sempre envolvido com música e se aventurando em passeios de motocicleta - sua grande paixão depois do rock'n roll. Diferente de muitos roqueiros de sua época, Neil segue na ativa como músico, escritor, motoqueiro e esportista. Assim, as novidades são sempre atualizadas em seu site oficial, com notícias, carreira musical, projetos e fotos.

Montado em sua moto, atravessou o Reino Unido enquanto se deslocava de um show para outro com a bada Rush. Em ritmo de “Easy Rider”, os passeios aconteceram durante a turnê na Grã-Bretanha, “Clockwork Angels”, em maio de 2013. Quando está fora dos palcos, essa é a vida do batera, passeando em montanhas do País de Gales, Escócia ou no Yorkshire Dales, por exemplo. Em boa forma, afirma que passaria facilmente sete horas em cima da moto, em ritmo lento e com paradas para as frequentes fotos que costuma postar na internet. 

 

Sobre viajar pelo o continente europeu, em particular na Polônia e Alemanha, Neil comenta sobre o impacto dessas localidades com histórias marcadas por conflitos. Para ele, passear em lugares onde aconteceram tragédias é impossível não sentir alguma coisa. “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-la”, citou. “Viajando em partes do mundo com histórias sombrias, você tende a ver sombras em toda parte, neste caso, as sombras da suástica e foice no martelo”, revela.

Além disso,Neil Peart tem um livro que será lançado no Brasil em março de 2014. Intitulado "Ghost Rider: Travels on a Healing Road", a obra tem publicação pela editora Belas Letras, e havia sido  lançada em 2002, com relatos de uma viagem de moto feita após as mortes de sua esposa e de sua filha que aconteceram no decorrer de um ano.

Com certeza esse baterista, que no início de sua carreira nem pensava em ser um profissional, tem influenciado muita gente; e não é pra menos, quem conhece seu trabalho sabe o que significa o nome Neil Peart. 

Site Oficial: www.neilpeart.com

 

 

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