Bate-papo Batera com Rodrigo Star

07 de novembro de 2014, por Rafael Ferraz
Nascido em fevereiro de 1988, e batizado com nome inspirado em Richard Starkey Jr., como foi registrado em cartório o ex-Beatle Ringo Starr, o novo entrevistado do site Batera é Rodrigo Star - baterista natural de São Roque, interior paulista. Com sobrenome artístico dado por seu pai na certidão de nascimento, ele começou a estudar piano aos 5 anos de idade, mas aos 7 já passou a estudar bateria com o mestre Fabrício Liza. 

Trabalhando na música desde 2001, foi finalista do concurso de melhor baterista do Brasil pela Roland nacional em 2010, o V-drumscontest. Participou de diversas masterclass com bateristas consagrados como Dennis Chambers, Dave Weckl, André Ceccarelli e Antonio Sánchez. Também foi integrante titular da Big Band Jovem de Tatuí (SP), onde estudou no Conservatório Dr. Carlos de Campos. 

Com apenas 26 anos de idade, o jovem músico já gravou e tocou com grandes artistas brasileiros e gringos. Hoje vivendo em Niterói (RJ), o sideman e professor bacharel em bateria pela Faculdade de Artes Alcântara Machado, em São Paulo (SP), se especializou em Impro/Jazz em Paris, na França - onde trabalhou no desenvolvimento de sua linguagem jazzística, lecionou música brasileira, tocou e realizou alguns workshops. 

Atual artista endorsed da Turkish Cymbals, Rodrigo já levou seu set de pratos e kit de bateria às maiores casas de jazz da Europa: Le Blue Note, Le Baiser Salé, New Morning Jazz, Club Haussman, Cabaret Sauvage, Sunset-Sunside, Duc de Lombards, Le Caveau des Oubliettes, entre outras. Por lá tocou com o Grupo Favel'Art; com o percussionista Jorge Bezerra, vencedor do Grammy Awards Internacional (Syndicate e Carlos Santana); Valerie Lu; Marcello Ferreira; Laurent Bonnot; Larry Koonse; Alain Debiossat e Stephane Castry.
 
Entre os principais trabalhos, destacam-se a Orquestra Filarmônica Afro Brasileira (FILAFRO); Ivo Mozart (sucesso Vagalume na Rede Globo); Symphony X Brazilian Tribute; Handophear; Mysteria; banda X-Factor; 'O Incrível Mundo do Nada'; Yaniel Matos; Manu LePrince; Michel Leme; Artur Maia; Chico Batera; Mazinho Ventura; Jay L.; André Marques; Fabio Leal; KeK; Shakundum; Batuques Candomblé; Pepe Cisneros; Vitor Campos (Midas Fate); Lilys Espirito Santos (London); Cris, ex-Banan Split; Dinho Nogueira; Marcos Nimrichter; Raul Mascarenhas entre outros diversos.

Revelando toda destreza e versatilidade para tocar músicas de quaisquer gêneros e estilos, Rodrigo é o atual baterista da banda NovaLotus de Heavy Metal Melódico, acompanha o cantor Alexandre Gutti, o violinista Marcelo Né, a cantora francesa Valerie Lu e também o cantor e compositor Marcelo Ferreira, entre outros, como freelancer.

Com experiência de educador, leciona bateria e workshops, foi professor e coordenador pedagógico do Conservatório Rogério Koury - onde criou a metodologia e, também deu aula no Bateras Beat Alphavile (SP). "O conservatório era um curso técnico de batera com diploma pelo MEC [Ministério da Educação]", disse. "Na Musicanto em Niterói, onde eu criei o curso na escola, também sou coordenador e professor. Além disso, dou aulas no Bateras Beat Rio de Janeiro e na escola 'Mais Que Música', também no Rio [de Janeiro]", explica. 

Acompanhe a entrevista, assista ao vídeos e veja mais fotos na Galeria de Imagem:

Como você trabalha a independência e linguagem nos estudos e exercícios que costuma conduzir?
 
Essa coisa da independência veio logo quando comecei a estudar piano com 5 anos, por não ter paciência em estudar as duas mãos separadas e aqueles exercícios chatos de piano clássico (risos), eu tocava o baixo na mão esquerda e algum ritmo na outra mão em qualquer nota, só para descontrair. Logo depois tive a sorte de começar a estudar bateria com 7 anos, e o famoso 'stick control' com meu grande mestre Fabrício Liza, com quem estudei por mais de 10 anos. Ele me fazia aplicar os rudimentos de todas as formas possíveis! Isso foi transformador, pois apesar de começar a bateria depois do piano, sempre quis a bateria, mas que por falta de oportunidade veio depois. 
Passei minha vida toda estudando sério e, desde então, me apaixonei por leitura e virei um daqueles 'papa' métodos que, na verdade, chegou a um ponto de ser desfavorável - era muito estudo e independência para pouca musicalidade, e é nessa hora que entra a questão da linguagem! Eu venho de uma cidade e família nada musical, nunca tinha visto uma bateria e o acesso a música era praticamente zero, não se ouvia música em casa, no máximo um Roberto Carlos ou, claro que por parte de pai, os Beatles ou Rolling Stones e ponto, nada mais. Então não tinha essa noção de banda, muito menos linguagem. Cresci com a ideia que a bateria era um instrumento solo, não groove, nem fazia ideia do que seria.  
Meu primeiro vinil ou CD, foi um do Iron Maiden que comprei por causa da capa (risos). Aquela coisa quando você é criança e alguém fala que toca alguma coisa e aí você faz um solo com mil notas rápidas, muito barulho para impressionar, tocar tum tum ta não rola...(risos). Mas quando comecei a tocar com banda aos 8 pra 9 e depois fazer baile com 11 para 12 anos, comecei a ouvir música e tudo fez sentido. Hoje em dia, basicamente tudo para mim é questão de linguagem: a primeira coisa é ter muitas referências do estilo que for tocar, desde a raiz. Em cima disso, sempre acho novas coordenações que treino até ficarem com a linguagem do estilo, por exemplo, assunto que inclusive foi meu TCC [Trabalho de Conclusão de Curso] na faculdade, sobre o baterista Horácio Hernandez "el negro", estudar cada peça da bateria separada e entender sua função. Nos ritmos, a bateria é a junção dos instrumentos de percussão como na salsa, as milhares de independências entre os 4 membros, cada um fazendo uma melodia como se escutasse quatro percussionistas juntos.

Apesar da formação rítmica, você tem uma ampla visão musical. Está sempre dentro do contexto musical, pensando como melodias. Por que acha que isso é importante, e como se chega a este nível?
 
Acho que o fato de tocar outro instrumento, como no meu caso o piano, ou simplesmente estudar harmonia, na verdade acho que o músico tem como obrigação conhecer um pouco de cada instrumento e se possível tocar um pouco de cada um, tirar som de qualquer coisa é meu jeito de pensar, uma vez que você tem a música na cabeça, não importa o que ou onde você toque! Eu costumo falar, para encher o saco dos músicos, que não existe harmonia errada, sou a favor do atonalismo. Música pra mim é expressão 100%, lógico que não me refiro ao cara que está cantando uma música no baile e vai desafinar, não tem nada haver com errar a harmonia pré-estabelecida, isso é outra coisa (risos). 
Aquele jeito sujo de tocar aquelas semitonadas é que dá o brilho, mas até chegar ao ponto de fazer isso com maestria, só para entidades como Stevie Wonder, Hermeto Pascoal, Eliz Regina, Ella Fitzgerald, Buddy Rich! Eu sempre vi melodias na bateria, o que também me prejudicou ao longo dos anos pelo fato de não pensar no groove cru, e sim uma coisa mais espalhada, o groove pra mim está ali saca!?? Mas isso é muito sutil. Um batera que admiro muito e usa essa linguagem que tive a honra de conhecer foi Antonio Sánchez, baterista do Pat Metheny, tenho me influenciado muito por ele ultimamente, assim como Bill Stewart também. Já aqui no Brasil, bateras como Ale Damasceno e Edu Ribeiro que foram um dos meus professores. Um estudo legal para começar a pensar na bateria como melodias é ler o songbook na batera enquanto conduz o ritmo ao mesmo tempo, com isso você já ganha milhões de frases e temas na mão!

Mais que um baterista 'reloginho', você deixa claro que é um músico bastante versátil. Como trabalha a dinâmica para tocar ritmos afro e brasileiros num dia, noutro dia Heavy Metal e, logo na sequencia, tocar música Pop - sempre com firmeza e pegada?
 
Isso foi algo que trabalhei muito e sempre adorei. Condicionei meu corpo e minha mente a mudar as estações, assim como você troca uma rádio no carro de AM pra FM em 1 segundo! Vem dessa fome de estudo e querer sempre estar tocando, não importa o som, basta ter qualidade, não perder as oportunidades, estar pronto. Eu acho que é essa sensação que me motivou a estar pronto quando for o play, inspirado também por grandes bateras e músicos, na sua maioria americanos pela profissionalização e responsabilidade. Um cara que me influenciou e ele nem deve saber isso é o Cuca Teixeira - deixo aqui minhas saudações, em apenas uma aula em que fiz em sua casa e, baseado em toda sua história como sideman, foi uma grande referência neste sentido e ainda é (risos), e com o tempo a dinâmica vai se empregando na sua vida. Você pega a manha daquela roda de choro, daquele bate cabeça no metal (risos), daquele casal dançando colado, do groove dançante..., você já sabe o que funciona ou não. O outro lado da moeda é quando uma estação entra na outra, isso na verdade em certos trabalhos requer mais prática e experiência. Quando eu ia tocar com big band, por exemplo, a linguagem era totalmente contrária de uma banda de metal, a postura do corpo muda assim como o kit, peles, pratos, baquetas e principalmente na hora de gravar.
Também tive muita experiência como roadie, comecei na própria banda de baile (montava o palco, passava o som, tocava e depois desmontava tudo) que tocava e depois fiz algumas bandas, dentre elas tive a honra de trabalhar com o grande Kiko Freitas, em shows com João Bosco. Em outro lado, um batera que admiro e trabalhei é o Tuto Ferraz, com a banda Grooveria. Todo esse universo também ajuda para o nosso crescimento, e estar do lado dos caras que fazem a parada, pois nunca estou satisfeito só com uma informação e, a versatilidade, me motiva todos os dias a me descobrir cada vez mais e a chegar no meu som em quem eu sou! 

Fora do Heavy Metal, ritmos como Makossa e Bikutsi, música dos Camarões, Guaguanco música de Cuba, Samba, Baião, Maracatu e ritmos brasileiros no geral, em diversas formas de compasso (3,5,7..). É muita informação. O que você sugere aos iniciantes que desejam expandir o repertório baterístico?
 
Primeira coisa tente tocar seu repertório de outro jeito, rearranje-o, toque com o máximo de pessoas que puder. Aprenda um instrumento melódico e depois tire umas férias (risos) se você voltar a tocar batera depois disso, será um avanço (risos). Uma coisa que falo para todos meus alunos e não só os bateristas: 'tirem todas as dúvidas sobre o tempo, compasso, subdivisões e acentos, a parte física, domine o básico, saiba segurar qualquer compasso 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13... (acredite tenho alunos que tocam a mais tempo que eu e ainda não entendem a pulsação) cante na cabeça os tempos, sempre associando alguma música que você tenha na cabeça, como 'Atirei o pau no gato'. Depois disso você passa a entender que qualquer estilo ou ritmo que você venha a tocar, tudo passa pelo mesmo princípio básico da pulsação, que, uma vez entendida, começa a se escutar música diferente, cada gênero tem sua pulsação. Escute o máximo de música que puder e fique ligado no que realmente te emociona, entenda a pulsação do que está ouvindo, basta ter ouvidos! Se você não consegue bater palma em 'cai cai balão', arranja um emprego no escritório (risos) é muito simples. Eu acredito que qualquer pessoa pode fazer música, talento é como uma joia rara, se não lapidar não vale nada.

Você revelou que passa esta concepção em alguns workshops: 'podemos viajar por diversos universos, basta entrar na linguagem e aprender um certo vocabulário'. Como sugere que um batera inicie este trabalho?

É como querer ir morar nos EUA sem saber falar inglês. A partir do momento que você tem um básico de inglês e sabe um vocabulário básico também, as coisas vão fluindo naturalmente, como fazer isso se não nasceu lá, só estudando inglês pra entender a cultura? Só morando lá e vivendo com americanos e mais, tocando com eles. Essa historinha ilustra o que penso: podemos adquirir linguagens sim, os vocabulários podem ser ligados. Busque sempre a fonte do som que você quer, tenha milhares de referências sobre cada estilo. Por isso acho fundamental o músico viajar e conhecer novas culturas, que seja ele sair de sua cidade e for a 10 km de distância, já é uma mudança. Viva experiências novas, toque com o máximo de pessoas que puder. Só vamos ter vocabulário lendo muito livro e dialogando com os outros, ou seja, tocando de tudo!
 
Esses dias mesmo, em um bate-papo informal, você comentou feliz - apesar de cansado, que havia feito 4 ensaios diferentes. Como faz isso, você troca as pilhas, tem um clone (risos)?
 
(risos) Acho que um clone cairia bem, como fazer para tocar em dois show ao mesmo tempo estou estudando como fazer (risos), já que as contas não esperam! (risos). Cara, todo mundo sabe que vida de músico é difícil. Eu sempre tive a música como trabalho, não só aquela coisa da arte por arte que só é bonito no papel, mas precisamos pagar as contas. Minha rotina tem que ser como a de qualquer outro emprego, não importa se cheguei as 4 horas da manhã. Às 8 horas tenho que entrar no trampo e estar de pé, e isso é muito difícil, mas é algo que procurei manter desde os tempos de colégio e faculdade.Mas é aí que entra o sacerdote pela arte que não é reconhecida, conheço milhares de músicos que ficam ate 4 dias sem dormir, isso claro que é péssimo para a saúde mas é inevitável, ainda mais hoje em dia que você tem que fazer tudo até chegar ao palco. Eu preencho meu tempo com o máximo de coisas que puder, isso me mantém sempre ativo e motivado. Em um mesmo dia corro atrás de show, faço gravações, ensaio, tiro repertório, componho, escuto músicas e, sim, ainda tenho horas para me divertir e curtir a vida! (risos). E faço tudo com a maior energia, por que faço o que amo e nasci para fazer, não importa o preço que se pague. Sem isso acho que ficaria doente e morreria rapidamente! (risos). 

Você está sempre tocando diversos repertórios, mas como faz - decora todas as músicas, as escreve? Comente sobre a importância da leitura.

Isso é algo que me motiva a estar sempre em forma, desafios e metas a serem compridas rápidas e com resultados. Hoje em dia como estou podendo escolher melhor as coisas que faço, primeiramente quando pego um trabalho já saio e escrevo todo o repertório, às vezes no mesmo dia que vou ensaiar sem ter ouvido antes, pois não teria tempo de decorar essas músicas. Por mais simples que sejam, chegar e tocar de primeira tudo perfeito seria impossível, ainda mais sabendo que seria um ensaio apenas ou, em muitas vezes, até sem ensaio algum. Isso tem sido uma de minhas buscas com a leitura, o tempo ganho com isso é absurdo, o ensaio se torna produtivo e o resultado perfeito! Nos dias atuais, se eu não soubesse ler e nem tivesse experiência na interpretação da leitura, com certeza não teria metade dos trabalhos realizados. Aliás, esse assunto até passou como piada em conversas com meu compadre e grande músico, Chico Batera - baterista do Chico Buarque que me disse às risadas: "po bicho, tem gente que fala: nossa ele sabe ler", isso não deveria ser nenhum absurdo. Parece coisa de outro mundo, assim como: 'nossa ele canta afinado', isso é o mínimo que se espera de um músico. Depois de um tempo adquirimos muito repertório na mão e também muita linguagem, que fica mais fácil dividir no mesmo dia samba, salsa e metal!   
 
Tem vídeos em que você aparece lendo a partitura durante o show. Mas explique como faz tal façanha, mas em um show de metal, por exemplo?
 
(risos) Bem, isso é simples, estou sendo xingado até hoje pela banda, não tive culpa, só não deu pra ouvir! (risos) brincadeira.. Tocar metal lendo já e de mais né?! (risos), mas infelizmente nosso cenário é assim, hoje em dia, devido a tanto trabalho, ou você lê na hora ou não toca, não tem como inventar algo que está estabelecido. É o jeito, o negócio é balançar a cabeça a cada retornelo e fingir que está olhando pro roadie!! (risos). Volta a questão da linguagem..., estarei interpretando, sei como deve soar os fills e grooves, o resto tem que ler mesmo - convenções, começo, meio e fim. 'É o jeito, na próxima prometo tudo decorado!'.

Explique sobre a história da sua banda de Dream Theater cover quando tinha só 12 anos.

Poooo faz tempo, muito bom lembrar disso.. bons tempos! A isso com certeza é uma prova de decorar 'fudida'. Lembro de ouvir pela primeira vez Metropolis part. 1, e ficar paralisado com aquele som na casa de um amigo batera que ensaiava com sua banda, ambos bem mais velhos do que eu. Lembro de dizer ao vocalista da banda que essa música era fácil e que tiraria para o dia seguinte, para tirar onda que eu era 'foda' e botar uma banca, já que eu era bem menor do que eles - coisa de adolescente (risos). Só sei que cheguei em casa e comi o CD a noite toda. No dia seguinte liguei pro vocalista e falei que tirei aquela música: 'vamos tocar amanhã?'. Pois para mim, era a deixa também para conseguir tocar com outros músicos mais velhos e experientes que eu admirava. Mas o fato que ninguém acreditou, ainda mais tocando em uma Turbo, aconteceu. E dentro de alguns meses estávamos tocando 3 CDs completos, Metropolis 1 e 2, e o Awake, o resultado foram alguns shows e uma banda que quase começou a gravar um disco de som próprio todo baseado em Metropolis, o nome da banda era Quadritensor de 2 Ordem! (risos). Compusemos muito na época da banda, junto aos covers diários. E com certeza, [Myke] Portnoy foi uma baita escola, e o Dream Theater em geral ficou muito enraizado em mim, mas hoje em dia com certeza teria que escrever tudo para tocar, não teria mais 8 horas para escutar cada música! (risos).
 
De Sampa pro Rio, existe um mundo de divergências em relação ao estilo de vida, e outros. Vai dizer que você nunca foi tocar tocar de chinelo, bermuda e sem camiseta?

Existe uma única coisa diferente aqui: o sol vem debaixo! (risos). Esse sol não é de Deus! O estilo de vida muda em qualquer lugar que você esteja, então eu tento sempre me encaixar às necessidades do lugar que estou. Quando eu morava em Paris, acho que nunca andei de chinelo na rua (risos), já aqui, às vezes esqueço de por o chinelo e saio descalço (risos). Mas isso que é bom, calor humano, andar descalço. Eu acho isso fundamental, um equilíbrio para o corpo. Adoro praia, sou amante da natureza. Todo dia aqui, procuro pelo menos encostar na areia, já que moro na frente do mar. Eu procuro sempre ver o lado bom das coisas e, pra mim, está sendo maravilhoso morar no Rio [de Janeiro], já que vim recentemente de duas cidades monstruosas como São Paulo e Paris, aqui está dando para relaxar mais! Quanto aos sons, não tenho muita frescura para tocar, se puder só levar as baquetas será 'maravilindo', agora sem camisa não não rola não (risos), deixa isso pros guitarristas (mais risos). 
 

SET TURKISH:

Crash - Sirius 18
Hit Hat - Kurak 14
Ride - NJG 21
Splash - Xanthos cast 8
Ride - Dark Hammer 20
Hit Hat - Vintage Soul 15
Crash - Sehzade 18
Ride - Vintage Soul 22

Assista ao vídeo do batera lendo e tocando com a NovaLotus - And Let the Show Begin/The Miracle:


Rodrigo Star com a Big Band Jovem, de Tatuí, também lendo a partitura:

 
 
Acesse o site oficial do Rodrigo Star e veja também seu perfil como endorsee da Turkish Cymbals

 

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