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Respostas para perguntas frequentes

Como afino minha bateria?

A afinação é um assunto extenso, cheio de detalhes e variantes. Vamos ver aqui, somente alguns cuidados na hora de trocar as peles e os primeiros passos para a afinação. Um material completo sobre este assunto você encontra, gratuitamente, na seção de artigos.

Alguns fatores a se considerar:

- Os tambores podem ter uma "relação" de altura de som entre si. Essa relação se chama Intervalo. Se você quiser trabalhar com os tambores de uma forma melódica, deve afiná-los por intervalos.

- Cada tambor também pode assumir uma função específica. Por exemplo, podemos ter uma bateria somente com um tom de 8" (com afinação aguda para simular um tamborim) e um surdo de 16" (com afinação grave para simular um surdo de Samba ou uma Alfaia). Neste caso os tambores não têm um intervalo definido.

A afinação depende muito do estilo musical que você vai tocar, da acústica do local, o tipo de pele que você usa, as dimensões dos tambores, etc.

Esse lance de afinação é uma coisa bem pessoal. Na verdade, você tem que deixar a bateria com um som que te agrade. Não se preocupe em afiná-la com notas, como por exemplo: tom 1 em DÓ, tom 2 em SOL e surdo em RÉ. Estando do seu gosto é o que importa. Só o que você deve prestar atenção, é no tipo de som que você toca. Se for um rock, use uma afinação mais "pesada", com peles mais grossas, tipo a hidráulica, nos tambores. Na caixa, você pode colocar um aro de plástico para eliminar os harmônicos (aquele som de lata). Se for um reggae, use peles mais leves e afinação mais aguda, para imitar os sons de percussão que o estilo exige. Já o bumbo, é sempre interessante deixá-lo "seco" e com um certo "peso". Para isso, coloque uma almofada, cobertor ou um abafador apropriado para esse fim. Note que cada tipo de pele, abafador e até o local onde está a bateria muda o seu timbre. O básico de afinação você encontra no site na seção "conhecendo a bateria". Lembre-se que seu estilo de tocar é único, e que seu som também pode ser único. É isso aí, tente várias afinações e verifique qual te agrada mais, ok?

O que eu faço pra aprender a leitura musical?

Para estudar teoria e leitura (partitura) seria interessante o acompanhamento de um professor, pelo menos no início. No momento em que você compreende os valores das figuras musicais e todos os símbolos contidos numa partitura, você já pode se "virar" sozinho(a). Mas se você não tem condições de fazer aulas, pegue os exercícios que tem no site e tente comparar o que está escrito com o som (MIDI). Use as partituras também, para fazer uma comparação com a música original. O lance é você fazer uma associação do que está escrito com o que você está ouvindo, mesmo que você entenda 5% da partitura. Com o tempo, conforme você vai aumentando seus conhecimentos, essa porcentagem vai aumentando para 10%, 15%, 20%, etc. Lembre-se que qualquer estudo tem um tempo mínimo para ser compreendido. O maior erro é você tentar fazer tudo em um mês e ficar se cobrando a todo o momento. Dê tempo ao tempo.

Qual bateria é boa para um principiante?

Primeiramente, antes de gastar dinheiro, é importante você ter certeza de que seu instrumento preferido é a bateria. Procure alguns amigos que tocam ou um professor e faça um teste. Se você gostar, aí sim deve pensar em adquirir um instrumento. Mas não se preocupe em ter uma batera fenomenal logo de cara! O importante é que ela dê uma boa afinação e que as partes articuladas (pedal, máquina de chimbal) funcionem bem. Ou seja, você deve verificar se a bateria não é tão ruim a ponto de atrapalhar o seu desenvolvimento. Mas hoje em dia há uma gama enorme de instrumentos bons. Apenas alguns poucos fabricantes insistem em colocar no mercado umas tampas de panela e umas fórmicas mal coladas e chamá-las de bateria. Dentre as marcas "boas e baratas" estão a Turbo e a Peace. Mas lembre-se: você deve gastar tempo praticando, e não dinheiro colecionando instrumentos.

Como afinar o bumbo?

Tanto para shows ao vivo quanto para gravações, eu afino as duas peles do bumbo com a mesma tensão, mas não necessariamente numa nota específica. Cada tambor tem um nível de afinação ideal. Não tente forçar um nível de afinação que seja muito alto ou baixo para as dimensões do tambor. Quando você atinge o nível de altura (afinação) natural do tambor, que é definido pelas suas dimensões, e as peles estão bem afinadas, o tambor irá "cantar" e não produzir um som "morto" ou um som de "plástico". Eu uso uma pele pinstripe REMO (batedeira) e uma Ambassador (resposta). A pele da frente possui um furo de 6 a 8 polegadas para oferecer várias opções de timbre quando microfonado. Isso permite que o engenheiro tenha também várias opções de posicionamento do microfone para obter o som desejado. Quanto mais próximo do centro do tambor estiver o microfone (onde o pino do bumbo bate na pele), maior o impacto ou ataque captado pelo microfone; e quanto mais deslocado do centro da pele, mais "cheio" será o som.

Eu sou da opinião que você deve deixar o som da sua bateria "soar". Eu tento não abafar muito meus tambores. Uso um muffle no bumbo e todos os outros tambores "abertos". É importante você controlar as "sobras", mas não "matar" o som de seus tambores!

Qual a velocidade ideal para praticar os rudimentos?

Especialmente quando trabalhar com os rudimentos, é importante começar devagar, num andamento confortável. Daí, gradativamente, aumentando a velocidade. Uma grande parte dos bateristas querem ser rápidos logo e se preocupam apenas com a velocidade. Mas não é bem assim que funciona. Bateria requer muita prática e disciplina. Não espere estar apto a tocar rápido antes de tocar devagar, porém corretamente!

É preciso ter uma bateria para começar a estudar?

Bem, é importante ter instrumento para praticar, mas se você tem apenas uma caixa ou um pad de estudo, tudo bem. Há uma infinidade de exercícios que você pode praticar. Comece com alguns rudimentos e suas variações. Você pode usar os pés para marcar a cabeça dos tempos e os contra-tempos. Já é um bom exercício de coordenação.

Sou principiante e ainda não tenho uma banda. Como poderias aplicar os meus estudos?

Sempre que você ouvir o rádio ou suas músicas favoritas, comece a prestar atenção na bateria. Tente identificar exatamente o que o baterista está fazendo (tocando). Procure verificar o estilo do baterista. Veja se você gosta ou não. Pergunte a você mesmo porque gostou ou não gostou. Se você gostou tente tocá-la, se não gostou, que elementos que você mudaria? Toque a música usando suas idéias e seus próprios elementos. Analise o resultado. Essa é uma ótima maneira de você praticar e desenvolver um estilo pessoal.

Algumas peles são brancas, outras pretas e outras transparentes. Há alguma diferença entre elas?

Com certeza. Se você comparar uma pele preta (Ebony) de 10" com uma transparente (Clear) de mesmo diâmetro, vai notar uma enorme diferença. As peles pretas e as de filme duplo (Double Ply) têm um som mais pesado e mais controlado, isto é, com menos harmônicos. Já as de filme simples (Single Ply) e as porosas (Coated) oferecem um som mais agudo, com mais sobra de harmônicos. Em geral, quando você quiser um som com mais projeção, como por exemplo num show ao vivo, onde a bateria não está microfonada, você pode usar as peles de filme simples, que vão soar mais. E quando quiser um som mais controlado, você pode se usar as peles de filme duplo. Tudo isso depende muito do tipo de música que você está tocando, do tipo de retorno que o ambiente dá ao som do seu instrumento, e vários outros fatores. O melhor caminho é você testar o maior número de combinações de peles que puder e usar aquelas que te dão o resultado que está procurando.

O que é uma bateria eletrônica?

São baterias constituídas de Pads, ao invés de tambores convencionais. Estes pads são elaborados para responder como uma bateria convencional e alguns modelos usam peles de bateria acústica ou peles que simulam as mesmas. Dentro do pad, há um sensor eletrônico (trigger). Este sensor "percebe" o grau de impacto que é aplicado no pad e manda um "sinal" ao módulo, que é o responsável pelo timbre. Os timbres podem variar desde uma caixa acústica até o efeito de uma explosão, passando por instrumentos de percussão, teclados, vozes, etc. Isso depende muito da qualidade do módulo. Hoje em dia as baterias eletrônicas permitem com que o baterista grave suas próprias composições em seu módulo, estude junto com loops nas mais diversas fórmulas de compasso, monitore a intensidade das notas, e muito mais. Outras vantagens são: o pouco espaço que uma bateria eletrônica ocupa, a praticidade na hora de transportar e o controle total sobre o volume final. Você pode praticar com fones de ouvido até mesmo na hora da novela, sem criar confusão.

Como posso me manter motivado?

O estudo de um instrumento requer anos de prática e muitas vezes não conseguimos perceber nossa evolução. Parece que estamos estagnados. Nesta hora, bate um desânimo. Vamos ver algumas dicas que podem ajudar a mantermos a motivação em alta.

1. Procure estar sempre rodeado de músicos bons. É contagiante a atitude positiva de músicos que estão "a todo vapor".

2. Compre um prato novo, um pedestal, troque as peles da batera. Isso vai fazer com que você teste uma nova posição da bateria, uma nova afinação, etc. Quando menos perceber, você estará em total movimento.

3. Ouça grandes bateristas em CD e Vídeo. Quanto mais você ouve e vê, mas quer chegar a um nível próximo deles.

4. Vá aos workshops próximos de você! Se você não se motivar com um bom workshop, então é bom rever o porquê toca bateria.

5. Proponha metas para você mesmo.Não importa se seus objetivos são pequenos no momento. O que importa é que eles te levam para o que você acredita e te dão um senso de propósito na vida.

6. Tome algumas aulas. Independente do nível de experiência que temos, aulas nos dão abertura a novos pensamentos, novas técnicas, novas visões do instrumento. Mesmo os grandes bateristas estão sempre de "olhos e mentes abertas" ao que está surgindo de novo no mundo da música. Isso mantém uma vontade de avançar, descobrir e crescer sempre!

Preciso praticar todos os dias?

Há uma frase que diz: "Se eu não praticar por um dia, eu mesmo vou perceber. Se eu não praticar por dois dias, minha esposa vai perceber. Se eu não praticar por três dias, meu púbico vai perceber". As horas que passamos praticando são muito importantes para nós. Todos nós fazemos isso para melhorar nosso desempenho. Entretanto, horas e horas atrás de um instrumento não é garantia de desempenho. Aí vem aquele velho pensamento: quantidade versus qualidade. Se o foco é claro e definido, então meia hora de estudo rende mais do que três horas de "movimentos aleatórios". Muitos bateristas não "praticam"; apenas "tocam" seus instrumentos. Isso quer dizer, eles apenas sentam lá e tocam o que já sabem. Para uma prática efetiva, é interessante fazermos um planejamento do que vamos estudar e analisar os resultados. Assim podemos ver o progresso e construir um caminho com clareza.