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A abordagem pessoal do baterista em relação à bateria determina como ele toca e como "soa" seu instrumento. Muitos fatores influenciam nessa variação de timbres, como as medidas dos tambores, os tipos de pratos usados, peles, baquetas, etc ... somados ao estado físico e psicológico em que está o baterista na hora de tocar.

O conceito principal que afeta o som e o estilo de um baterista é como ele focaliza a bateria. Basicamente há dois conceitos:

  • visualizada como um agrupamento de instrumentos separados (tambores, pratos, cowbell, etc.) como um set de percussão.
  • visualizada como um só instrumento com diferentes tons, afinações, cores, etc.

Esta tem sido minha experiência, sendo que o segundo conceito é o usado pelos melhores bateristas que eu tenho ouvido. Assim como o pianista aborda o teclado e os pedais como um instrumento completo, o baterista também deve fazê-lo.

A bateria, como um todo, é um instrumento e deve ser visualizada desta maneira. Este conceito ajuda o baterista a fazer uma transição mais suave quando passa de uma peça para outra da bateria.
Outro conceito que influencia no som de um baterista é sua técnica, e este deve ser considerado como fator decisivo. Dez bateristas podem tocar a mesma caixa, e cada um vai tirar um som diferente do instrumento. Podemos até tocar na própria bateria do Steve Gadd, por exemplo, mas mesmo assim nunca soaremos como ele. Novamente, a técnica e a pegada são fatores decisivos no som.

Frequentemente meus alunos trazem os discos de seus bateristas prediletos e dizem: " eu quero minha caixa com esse som". Como poderei fazer isso? Há muitos aspectos a considerar aqui: Quais as medidas da caixa que o baterista usou no disco? Ela é de madeira ou metal? Quais as peles usadas? E as baquetas? São de nylon ou madeira? Quais os microfones usados? Quais as regulagens usadas pelo engenheiro de som?

É óbvio que tentar copiar o som de uma outra bateria é quase impossível, e mesmo que usássemos a mesma caixa que foi usada no disco, as mesmas condições do estúdio, devemos levar em consideração a técnica e a pegada de quem o gravou. Além do que, quando tentamos copiar o som de alguém, perdemos nossa própria identidade.

Isso não quer dizer que não podemos ter alguém que admiramos como referência, mas devemos nos lembrar de que uma cópia é sempre uma cópia, e ela nunca será grande como a original.