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MICROFONES
E ALGUMAS FORMAS DE CAPTAÇÃO
O que aconteceria se você entra-se
em uma loja de equipamentos de som e manda-se a seguinte frase para
o vendedor: “Olá, Eu gostaria de testar e comprar um
Transdutor !” – Dependendo do vendedor, ele mandaria
você procurar em outra loja !!!
Os microfones, mais conhecidos no
meio do áudio também transdutores, por transformarem
energia acústica em elétrica, é uma das formas
captar o famoso SOM e enviar o sinal até o MIXER.
Existem diversos modelos de microfones
com seus diagramas polares diferenciados. “Diagrama polar,
o que é isto heim ?!?!?”. Bem um diagrama polar define
os ângulos de captação e suas variações
conforme a freqüência que nele é aplicado. Ok,
vamos aos desenhos dos modelos básicos para facilitar o entendimento:
CARDIOIDE:
Capaz de captar o som na parte frontal, este tipo de microfone tem
maior sensibilidade em seu eixo central, e menor sensibilidade em
sua parte traseira. Tipo: Unidirecional
SUPERCARDIOIDE:

Este tipo de microfone é mais direcional, pois possuem maior
rejeição ao sons vindos das laterais traseiras. Tipo:
Bidirecional
HYPERCARDIOIDE:

Este tipo de microfone é mais direcional, pois possuem maior
rejeição ao sons vindos das laterais traseiras, assim
como um SuperCardioide, porém sua abertura segue um desenho
mais oval.Tipo: Bidirecional
FIGURA 8:
São microfones bi-direcionais, capaz de captar o som na parte
frontal e traseira com a mesma intensidade, rejeitando os sons laterais.
Tipo: Bidirecional
OMNIDIRECIONAL:

Estes microfones tem capacidade de captar os sons em todas as direções,
com a mesma intensidade.Tipo: OMINIDirecional
DINÂMICO e CONDENSADOR

Dinâmico é um microfone composto por um diafragma que
move uma bobina dentro de um campo magnético, gerando um
sinal elétrico, não requer força elétrica
e é considerado robusto e resistente. Grande parte dos microfones
utilizados para vocal, percussão, guitarras, e afins são
deste tipo.

Condensador
é um microfone que necessita de energia elétrica,
que normalmente é suprida por uma fonte anexa ao microfone,
através do próprio cabo balanceado ou uma pilha, no
corpo do microfone. É um microfone muito mais sensível,
devido às suas características e capta mais detalhes
que os outros tipos de microfones, muito utilizados para gravação,
porém muito frágil.Atualmente existem modelos com
maior resistência, e normalmente são utilizados para
vocal, metais, pianos, instrumentos acústicos.
Agora quando você for comprar
um microfone, vai entender um pouco porque alguns trazem aqueles
desenhos engraçados na caixa ou nas especificações.
FORMAS DE CAPTAÇÃO
Existem diversas técnicas de
microfonação, sempre baseada no tipo do microfone,
diagrama polar, e finalidade.Vou mostrar um exemplo de captação
e microfonação para Bateria:
A) Legenda:
B) Condensador ou dinâmico (OMNIdirecional)
- Vermelho
C) Direcional (dinâmico) - Rosa
D) Direcional (dinâmico) - Verde
E) Direcional (dinâmico) - Amarelo
F) Direcional (dinâmico) - Laranja
G) Condensador (UNI) ou dinâmico
(OMNI) - Azul
Agora apresento uma
sugestão de modelos para a utilizando as linhas Performance
Gear (PG) ou SM da SHURE®.

A) EXEMPLO DE MODELOS
B) PG81 ou SM94 – OverHead para
os Pratos
C) PG56 ou SM57 - Caixa
D) PG52 ou BETA52 - Bumbo
E) PG56 ou SM57 - Tons
F) PG56 ou SM57 - Surdo
G) PG81 ou SM94 - Chimbal
A seqüência que considero
ideal para microfonar uma bateria: Primeiro deve-se montar a bateria
(Lógico né!!!), onde o baterista deverá estar
confortável, procurando manter os pratos um pouco mais distantes
dos tambores, para evitar vazamento. Depois devemos posicionar os
microfones à bateria, procurando manter uma distância
de 1 ou 2 dedos entre o tambor o microfone. No caso do microfone
de Bumbo, pode-se utilizar 2 formas: Colocar o microfone dentro
do Bumbo, caso a pele seja furada ou coloca-lo à frente do
Bumbo a uma distância de 5cm. Para o Bumbo, vale ressaltar
que a utilização de um compressor neste canal vai
ajudar a corrigir a pegada, os níveis para não saturar
e melhorar o timbre do instrumento. COMPRESSOR,
não aqueles que encontramos nas borracharias para encher
o pneu de ar, mas para expandir ou comprimir o sinal elétrico,
vou falar sobre ele em breve.
Para os microfones de OVERHEAD, estes
devem estar posicionados acima da cabeça do baterista, vistando
os pratos e também a ambiência da bateria como um todo.
Um cuidado especial deve ser levado
em consideração, nunca deixe o pedestal encostar em
qualquer parte do tambor ou do rack/estante, isto porque, caso este
pedestal receba alguma batida, o microfone que estiver nele vai
receber este impacto ou vibração, e vai transformá-lo
em sinal sonoro, que vai ser processado pelo MIXER e, e, e.............
AMPLIFICADO !!!
Existem outras formas
de microfonação de Bateria, mas este exemplo acima
é o mais básico. Para
aqueles que gostam de pesquisar, use estas dicas:
1) Coloque mais um microfone na parte
de baixo da caixa, pegando a pele de resposta, mas neste caso deve-se
inverter a fase do canal.
2) Coloque mais um microfone próximo
da pele batederia do Bumbo, e conforme a equalização
no canal, você poderá tirar aquele som de “Kick”
da pele, definindo o som.
3) Coloque um microfone bem por baixo
do prato de condução, próximo a cúpula,
você terá um timbre de condução bem limpo,
principalmente nos ataques na cúpula (ou BELL).
4) Coloque os microfones de OverHead
a uma distância aproximadamente 1 metro das costas do baterista,
virados para frente, na altura de suas orelhas e perceba o timbre
você vai ouvir de toda a bateria.
Estas são apenas algumas das
possibilidades.
Bem, na próxima matéria
vamos falar sobre:
- Equipamentos & Periféricos.
- Batera no Estúdio.
Dúvidas postem no FÓRUM
do site Batera.
Até mais,
Gilson Nascimento é Baterista, Tecladista, Produtor, Técnico em Sonorização e proprietário do Estúdio Gdrum,
na cidade de Santo André-SP. Cursou nas empresas SABRASOM-SP, DGC Áudio-MG, e palestras da JBL Sound System
Design-Brasil e AES (Audio Engennier System).